BEM VINDO À ASSOCIAÇÃO NOVA ESPERANÇA

BEM VINDO À NOVA ESPERANÇA

A "Associação de Leigos Nova Esperança" é uma expressão pastoral da Paróquia da Baixa da Banheira. A força de acção que lhe dá vida é totalmente voluntária. Os seus elementos, de diferentes faixas etárias, com variadas categorias profissionais, completam o puzzle do "amor ao próximo" no encontro com múltiplas situações sociais, de dor humana, marginalidade, pobreza, desemprego, toxicodependência, de falta de habitação e de bens essenciais à vida.
O encontro dos elementos desta Associação com aqueles que nos batem à porta, acontece num clima de vida, de uma nova esperança, de dignidade, tendo como pano de fundo o olhar terno e meigo de Deus.


“DÁ DE TI” VISITOU “NOVA ESPERANÇA”

Um grupo de jovens voluntárias do projeto de voluntariado “Dá de Ti” da Escola Básica 2/3 do Vale da Amoreira (Escola do Mato) visitou o "Nova Esperança – Grupo de Apoio Fraterno".


Foi com muita satisfação que recebemos estas jovens voluntárias que vinham acompanhadas pela Educadora Social Gisela Pereira e pela Assistente Social Lindsay Oliveira.


Foi-lhes proporcionada uma visita às instalações do Nova Esperança na companhia do Frei José Carlos e da Coordenadora Sofia Seixas, onde puderam observar todo o esquema adotado no acolhimento e na ajuda às famílias carenciadas por nós apoiadas.


Este grupo de jovens voluntárias ofereceu ao NE brinquedos e livros recolhidos por elas neste 1º período escolar, com a finalidade de estes serem distribuídos às crianças das famílias por nós apoiadas.


Ao projeto “Dá de Ti”, à Educadora Social Gisela Pereira e à Assistente Social Lindsay Oliveira desejamos muitas felicidades, um ano de 2012 cheio de amor fraterno, com muita saúde, paz e bem, e que Deus sempre os abençoe.


Agradecemos muito a visita deste grupo maravilhoso e, em nome das famílias carenciadas por nós apoiadas queremos também agradecer as suas ofertas.


Bem Hajam!


BA – CAMPANHA DE NOVEMBRO DE 2011

Mais uma campanha de recolha de alimentos em favor do Banco Alimentar Contra a Fome, foi realizada no passado fim-de-semana. 



"O grupo Nova Esperança" esteve presente em 3 supermercados, Continente de Alhos Vedros, Lidl e Minipreço da Baixa da Banheira. 



Com o grande empenho dos voluntários do nosso grupo e dos Escuteiros do Agrupamento 371, a recolha nestes supermercados foi um sucesso.



Queremos saudar todos os que se disponibilizaram para colaborar em mais esta campanha, que sem a sua presença incondicional não seria possível realizar. 



Na próxima campanha, em Maio de 2012, contamos com a presença, o empenho e a dedicação dos voluntários deste grupo e dos Escuteiros, para que seja uma campanha ainda mais frutuosa em prol dos mais pobres.



Um grande bem-haja para todos estes bravos voluntários e que Deus Nosso Senhor os abençoe. 

SOLIDARIEDADE: BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME EM NOVA CAMPANHA

Doações online e recolha em supermercados por todo o país apelam à ajuda dos portugueses

Lisboa, 23 nov 2011 (Ecclesia) - O Banco Alimentar contra a Fome promove, este sábado e domingo, uma nova recolha de alimentos, tanto em superfícies comerciais como através de uma plataforma na Internet.

"De ano para ano, aumenta o número de pessoas com carência de alimentos no nosso país", adverte a instituição.

O canal online, inaugurado em maio, será reativado a partir de quinta-feira, até 4 de dezembro, o que permite ajudar esta instituição “com facilidade e comodidade”, lê-se no site do Banco Alimentar Contra a Fome.

Através desta modalidade, o doador encontra um conjunto básico de “produtos disponíveis ao preço mais baixo de mercado”, pode ler-se.

A Microsoft Portugal decidiu inaugurar o canal de doações online (www.alimentestaideia.net) e ofereceu dois mil cabazes família, num valor total de 20 000 euros, refere um comunicado da instituição, enviado à Agência ECCLESIA.

O cabaz de família, que pode ser doado a título individual, é constituído por leite, latas de salsichas e de atum, óleo e azeite, num valor total de dez euros.

Na campanha de novembro de 2010, os 17 Bancos Alimentares contra a Fome conseguiram recolher um total de 3265 toneladas de produtos.

Os alimentos recolhidos foram distribuídos por mais de 1800 instituições de solidariedade social, que os entregaram a cerca de 280 mil pessoas com carências alimentares comprovadas, sob a forma de cabazes ou de refeições confecionadas.

Os Bancos Alimentares são Instituições Particulares de Solidariedade Social que “lutam contra o desperdício de produtos alimentares, encaminhando-os para distribuição gratuita às pessoas carenciadas”.
LFS/OC

«HOJE EM DIA NINGUÉM ESTÁ LIVRE DE SER SEM-ABRIGO»

Centros acolhimento cheios com aumento de sem-abrigo, alguns com cursos superiores.

Mais sem-abrigo nas ruas, alguns com cursos superiores, centros de acolhimento esgotados e o aumento de pedidos às equipas que distribuem alimentos e agasalhos são um desafio cada vez maior para as instituições, algumas já sem capacidade de resposta.

«Hoje em dia ninguém está livre de ser sem-abrigo, uma situação que não escolhe idade, nem profissão» e que é ditada pelas «circunstâncias adversas da vida», contou à agência Lusa o presidente da Comunidade Vida e Paz (CVP), Jorge Santos.

Actualmente quem vive na rua já não é apenas o «desgraçado» com um historial de exclusão social: «Nós encontramos sem-abrigo que estiveram muito bem na vida, como empresários e advogados», afirmou.

Esta situação é confirmada por Cláudia Silva, do Centro Acolhimento de Sem-Abrigo do Beato: «Não é uma maioria, mas encontramos pessoas licenciadas, com outro tipo de necessidades. São pessoas que cortaram com uma vida inteira de trabalho e neste momento encontram-se na rua. Isso cada vez mais nos está a bater à porta e as respostas não estão propriamente adequadas».

O perfil do sem-abrigo alterou-se também ao nível da idade, que diminuiu dez anos nos últimos dois anos, situando-se entre os 27 e os 30.

São os homens que procuram maioritariamente ajuda porque a mulher consegue arranjar alternativas para não ir parar à rua, como recorrer à prostituição ou trabalhar nas limpezas, adiantou Cláudia Silva.

O Centro do Beato, em Lisboa, tem capacidade para 271 pessoas, mas «as respostas estão todas esgotadas», disse, salientando também as dificuldades vividas pelo centro, cuja verba que recebe mantém-se há 12 anos.

Com é um centro de emergência não tem lista de espera: «Se não temos vagas obrigamos essa equipa a dar uma resposta» através da indicação para outras instituições, explicou.

A CVP vive a mesma situação: «Cada vez aparecem mais pessoas na rua, nomeadamente casais, a pedir ajuda devido ao desemprego, mas a instituição não consegue responder a todos», lamenta Maria da Glória.

O presidente da instituição acrescenta que, todas as noites, as 56 equipas da CVP, com cerca de 600 voluntários, percorrem 96 pontos de Lisboa e contactam cerca de 465 sem-abrigo.

Uma procura que tem aumentado: «O sem-abrigo já conhece as carrinhas e os voluntários, mas agora estão aparecer pessoas que caíram no desemprego e que já não têm dinheiro para sobreviver, deslocando-se às equipas para ter alguma ajuda», adianta Jorge Santos.

O director do Centro de Acolhimento de Xabregas também fala de uma nova realidade encontrada pela equipa de rua.

«Nos locais habituais onde se costumava encontrar unicamente pessoas com perfil de sem-abrigo, encontramos agora pessoas que trabalham, têm casa, mas sem recursos suficientes para pagar as despesas, recorrendo à carrinha para conseguir alimentos e a instituições para receberem roupa», conta João Barros.

Mas também existem pessoas que estão a passar necessidades mas não recorrem aos canais habituais de apoios sociais por vergonha, acrescenta.

A directora da Acção Social da Assistência Médica Internacional lembra que as respostas as estas situações já eram diminutas e que a situação se complicou.

«Em termos de acolhimento os centros estão cheios, mas também já estavam antes da crise. Não podemos multiplicar as camas», diz Ana Martins.

Apesar de haver muitos casos de desalojamento, Ana Martins salienta que, ao contrário do que se passa noutros países europeus, Portugal, por enquanto, ainda não tem famílias com crianças a viver na rua porque os centros regionais tentam encaminhar estas pessoas para quartos ou instituições.

«Antes da crise já éramos o país mais pobre da Europa. Esta crise só veio afundar-nos ainda mais em termos sociais», diz, lembrando que Portugal tem dois milhões de pobres há 30 anos.

Fonte: TVI 24