BEM VINDO À ASSOCIAÇÃO NOVA ESPERANÇA

BEM VINDO À NOVA ESPERANÇA

A "Associação de Leigos Nova Esperança" é uma expressão pastoral da Paróquia da Baixa da Banheira. A força de acção que lhe dá vida é totalmente voluntária. Os seus elementos, de diferentes faixas etárias, com variadas categorias profissionais, completam o puzzle do "amor ao próximo" no encontro com múltiplas situações sociais, de dor humana, marginalidade, pobreza, desemprego, toxicodependência, de falta de habitação e de bens essenciais à vida.
O encontro dos elementos desta Associação com aqueles que nos batem à porta, acontece num clima de vida, de uma nova esperança, de dignidade, tendo como pano de fundo o olhar terno e meigo de Deus.


FELIZ ANO NOVO

Mensagens Para Orkut - MensagensMagicas.com

O NOVA ESPERANÇA - GRUPO DE APOIO FRATERNO, DESEJA A TODOS OS AMIGOS E ÀS FAMÍLIAS POR SI APOIADAS, UM FELIZ ANO NOVO CHEIO DE BÊNÇÃOS DE JESUS CRISTO.

“DÁ DE TI” VISITOU “NOVA ESPERANÇA”

Um grupo de jovens voluntárias do projeto de voluntariado “Dá de Ti” da Escola Básica 2/3 do Vale da Amoreira (Escola do Mato) visitou o "Nova Esperança – Grupo de Apoio Fraterno".


Foi com muita satisfação que recebemos estas jovens voluntárias que vinham acompanhadas pela Educadora Social Gisela Pereira e pela Assistente Social Lindsay Oliveira.


Foi-lhes proporcionada uma visita às instalações do Nova Esperança na companhia do Frei José Carlos e da Coordenadora Sofia Seixas, onde puderam observar todo o esquema adotado no acolhimento e na ajuda às famílias carenciadas por nós apoiadas.


Este grupo de jovens voluntárias ofereceu ao NE brinquedos e livros recolhidos por elas neste 1º período escolar, com a finalidade de estes serem distribuídos às crianças das famílias por nós apoiadas.


Ao projeto “Dá de Ti”, à Educadora Social Gisela Pereira e à Assistente Social Lindsay Oliveira desejamos muitas felicidades, um ano de 2012 cheio de amor fraterno, com muita saúde, paz e bem, e que Deus sempre os abençoe.


Agradecemos muito a visita deste grupo maravilhoso e, em nome das famílias carenciadas por nós apoiadas queremos também agradecer as suas ofertas.


Bem Hajam!


BA – CAMPANHA DE NOVEMBRO DE 2011

Mais uma campanha de recolha de alimentos em favor do Banco Alimentar Contra a Fome, foi realizada no passado fim-de-semana. 



"O grupo Nova Esperança" esteve presente em 3 supermercados, Continente de Alhos Vedros, Lidl e Minipreço da Baixa da Banheira. 



Com o grande empenho dos voluntários do nosso grupo e dos Escuteiros do Agrupamento 371, a recolha nestes supermercados foi um sucesso.



Queremos saudar todos os que se disponibilizaram para colaborar em mais esta campanha, que sem a sua presença incondicional não seria possível realizar. 



Na próxima campanha, em Maio de 2012, contamos com a presença, o empenho e a dedicação dos voluntários deste grupo e dos Escuteiros, para que seja uma campanha ainda mais frutuosa em prol dos mais pobres.



Um grande bem-haja para todos estes bravos voluntários e que Deus Nosso Senhor os abençoe. 

SOLIDARIEDADE: BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME EM NOVA CAMPANHA

Doações online e recolha em supermercados por todo o país apelam à ajuda dos portugueses

Lisboa, 23 nov 2011 (Ecclesia) - O Banco Alimentar contra a Fome promove, este sábado e domingo, uma nova recolha de alimentos, tanto em superfícies comerciais como através de uma plataforma na Internet.

"De ano para ano, aumenta o número de pessoas com carência de alimentos no nosso país", adverte a instituição.

O canal online, inaugurado em maio, será reativado a partir de quinta-feira, até 4 de dezembro, o que permite ajudar esta instituição “com facilidade e comodidade”, lê-se no site do Banco Alimentar Contra a Fome.

Através desta modalidade, o doador encontra um conjunto básico de “produtos disponíveis ao preço mais baixo de mercado”, pode ler-se.

A Microsoft Portugal decidiu inaugurar o canal de doações online (www.alimentestaideia.net) e ofereceu dois mil cabazes família, num valor total de 20 000 euros, refere um comunicado da instituição, enviado à Agência ECCLESIA.

O cabaz de família, que pode ser doado a título individual, é constituído por leite, latas de salsichas e de atum, óleo e azeite, num valor total de dez euros.

Na campanha de novembro de 2010, os 17 Bancos Alimentares contra a Fome conseguiram recolher um total de 3265 toneladas de produtos.

Os alimentos recolhidos foram distribuídos por mais de 1800 instituições de solidariedade social, que os entregaram a cerca de 280 mil pessoas com carências alimentares comprovadas, sob a forma de cabazes ou de refeições confecionadas.

Os Bancos Alimentares são Instituições Particulares de Solidariedade Social que “lutam contra o desperdício de produtos alimentares, encaminhando-os para distribuição gratuita às pessoas carenciadas”.
LFS/OC

«HOJE EM DIA NINGUÉM ESTÁ LIVRE DE SER SEM-ABRIGO»

Centros acolhimento cheios com aumento de sem-abrigo, alguns com cursos superiores.

Mais sem-abrigo nas ruas, alguns com cursos superiores, centros de acolhimento esgotados e o aumento de pedidos às equipas que distribuem alimentos e agasalhos são um desafio cada vez maior para as instituições, algumas já sem capacidade de resposta.

«Hoje em dia ninguém está livre de ser sem-abrigo, uma situação que não escolhe idade, nem profissão» e que é ditada pelas «circunstâncias adversas da vida», contou à agência Lusa o presidente da Comunidade Vida e Paz (CVP), Jorge Santos.

Actualmente quem vive na rua já não é apenas o «desgraçado» com um historial de exclusão social: «Nós encontramos sem-abrigo que estiveram muito bem na vida, como empresários e advogados», afirmou.

Esta situação é confirmada por Cláudia Silva, do Centro Acolhimento de Sem-Abrigo do Beato: «Não é uma maioria, mas encontramos pessoas licenciadas, com outro tipo de necessidades. São pessoas que cortaram com uma vida inteira de trabalho e neste momento encontram-se na rua. Isso cada vez mais nos está a bater à porta e as respostas não estão propriamente adequadas».

O perfil do sem-abrigo alterou-se também ao nível da idade, que diminuiu dez anos nos últimos dois anos, situando-se entre os 27 e os 30.

São os homens que procuram maioritariamente ajuda porque a mulher consegue arranjar alternativas para não ir parar à rua, como recorrer à prostituição ou trabalhar nas limpezas, adiantou Cláudia Silva.

O Centro do Beato, em Lisboa, tem capacidade para 271 pessoas, mas «as respostas estão todas esgotadas», disse, salientando também as dificuldades vividas pelo centro, cuja verba que recebe mantém-se há 12 anos.

Com é um centro de emergência não tem lista de espera: «Se não temos vagas obrigamos essa equipa a dar uma resposta» através da indicação para outras instituições, explicou.

A CVP vive a mesma situação: «Cada vez aparecem mais pessoas na rua, nomeadamente casais, a pedir ajuda devido ao desemprego, mas a instituição não consegue responder a todos», lamenta Maria da Glória.

O presidente da instituição acrescenta que, todas as noites, as 56 equipas da CVP, com cerca de 600 voluntários, percorrem 96 pontos de Lisboa e contactam cerca de 465 sem-abrigo.

Uma procura que tem aumentado: «O sem-abrigo já conhece as carrinhas e os voluntários, mas agora estão aparecer pessoas que caíram no desemprego e que já não têm dinheiro para sobreviver, deslocando-se às equipas para ter alguma ajuda», adianta Jorge Santos.

O director do Centro de Acolhimento de Xabregas também fala de uma nova realidade encontrada pela equipa de rua.

«Nos locais habituais onde se costumava encontrar unicamente pessoas com perfil de sem-abrigo, encontramos agora pessoas que trabalham, têm casa, mas sem recursos suficientes para pagar as despesas, recorrendo à carrinha para conseguir alimentos e a instituições para receberem roupa», conta João Barros.

Mas também existem pessoas que estão a passar necessidades mas não recorrem aos canais habituais de apoios sociais por vergonha, acrescenta.

A directora da Acção Social da Assistência Médica Internacional lembra que as respostas as estas situações já eram diminutas e que a situação se complicou.

«Em termos de acolhimento os centros estão cheios, mas também já estavam antes da crise. Não podemos multiplicar as camas», diz Ana Martins.

Apesar de haver muitos casos de desalojamento, Ana Martins salienta que, ao contrário do que se passa noutros países europeus, Portugal, por enquanto, ainda não tem famílias com crianças a viver na rua porque os centros regionais tentam encaminhar estas pessoas para quartos ou instituições.

«Antes da crise já éramos o país mais pobre da Europa. Esta crise só veio afundar-nos ainda mais em termos sociais», diz, lembrando que Portugal tem dois milhões de pobres há 30 anos.

Fonte: TVI 24

CÁRITAS À BEIRA DA FALÊNCIA COM PEDIDOS A DISPARAR

Desde o início do ano, a Cáritas Portuguesa atendeu 28 mil famílias, «o que significa dizer que todos os meses, em média, três mil famílias vieram bater-nos à porta», sublinha presidente da instituição


O presidente da Cáritas Portuguesa revelou sábado que desde o início de 2011 surgiram 4.645 novos agregados familiares a pedirem ajuda à instituição, uma média mensal de 516 novas famílias carenciadas. Esta situação acontece numa altura em que a Cáritas se confronta com severas dificuldades para fazer face a este aumento de procura: a 20 dioceses estão em falência. 

Desde o início do ano, a Cáritas Portuguesa atendeu 28 mil famílias, «o que significa dizer que todos os meses, em média, três mil famílias vieram bater-nos à porta», sublinhou Eugénio da Fonseca.

Baixos rendimentos, desemprego e habitação são as três grandes preocupações das pessoas que surgem a pedir ajuda.

«Muitas, apesar de se manterem empregadas», estão neste momento confrontadas «com o aumento de despesas e a diminuição dos rendimentos», explica Eugénio da Fonseca, dando o exemplo de funcionários públicos, pensionistas e daquelas pessoas que acabaram por perder o direito ao Rendimento Social de Inserção.

O desemprego e a precariedade dos trabalhos «é outro dos dramas», disse o presidente da Cáritas à margem do Conselho Geral que se reuniu este fim de semana, em Fátima, para debater a evolução dos atendimentos sociais, bem como a situação social e económica do País.

«Quando começarmos a gerar empregos, estou convencido de que muitas destas pessoas não voltarão a ter trabalho, porque os empregos que vão surgir estarão ligados às novas tecnologias», alertou o responsável da instituição, realçando a necessidade de se começar a trabalhar o quanto antes na reconversão de qualificações nas faixas etárias mais elevadas.

A habitação é o terceiro motivo que leva as famílias a pedirem ajuda à Cáritas.

Por um lado, as Cáritas Diocesanas são cada vez mais confrontadas «com as pessoas que deixam de pagar rendas e vão viver para casa dos pais», por outro, «com as famílias que deixam de ter condições para pagar os empréstimos» da habitação.

«Outras chegam ao banco, entregam chaves e escrituras que fizeram e dizem que já não têm nada a ver com aquilo», mas «é preciso explicar-lhes que não é por entregarem a chave que deixam de ter a dívida», defendeu Eugénio da Fonseca.

Idosos em risco

O presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio da Fonseca, revelou ainda que a instituição propôs ao Governo a criação de uma Comissão Nacional de Protecção a Idosos.

«Tal como existe a Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, já devia ter aparecido uma entidade que fizesse esse trabalho junto dos idosos», até porque «neste momento estão a aumentar muito os maus-tratos aos idosos», sustentou Eugénio da Fonseca.

A proposta já apresentada ao Ministro da Solidariedade e Segurança Social resulta das conclusões da última Assembleia Social da Cáritas realizada no final de outubro e na qual surgiram algumas denúncias.

«É um fenómeno preocupante porque é muito oculto: há famílias que vão buscar aos idosos as reformas, tirando-os dos centros de dia para poderem ficar com esse dinheiro e, muitas vezes, com violência», acusa o presidente da Cáritas.

Eugénio da Fonseca explicou que em muitos casos surge um familiar que diz estar desempregado e, portanto, já pode cuidar do idoso, embora a razão de fundo se prenda com a necessidade de garantir os rendimentos dos mais velhos.

«E não é líquido que os idosos digam com verdade que é com o seu consentimento, porque procuram sempre defender os seus, os seus filhos e familiares. Isto é uma coisa bastante preocupante», alerta.

Eugénio Fonseca falava à margem do Conselho Geral, que reuniu este fim-de-semana, em Fátima, para debater a evolução dos atendimentos sociais, bem como a situação social e económica do País.

Fonte: TVI 24

JAVI POVES RENUNCIA AO FUTEBOL PARA SER MISSIONÁRIO

Jogador espanhol vai dedicar-se a causas humanitárias.


O defesa central espanhol, Javi Poves, anunciou que vai deixar de jogar futebol para se dedicar a causas humanitárias no Senegal.

Aos 24 anos, Javi Poves rescindiu contrato com o Sporting Gijón para ajudar pobres em África, abdicando de uma vida de luxo.

«Quero ajudar quem mais precisa. No futebol não era feliz. Andava iludido. Agora quero ser útil ao Mundo, ajudar o próximo. No Senegal vou voltar a sentir valores perdidos como a amizade, solidariedade ou companheirismo. Numa palavra, vou tornar-me mais humano», disse o defesa central.

ACÇÃO DE FORMAÇÃO NO NOVA ESPERANÇA

O Nova Esperança - Grupo de apoio Fraterno, realizou na passada terça-feira, dia 08 de Novembro, uma acção de formação para os seus voluntários. Nesta acção de formação contámos com a presença de novos voluntários que querem dar um pouco do seu tempo em prol dos mais desfavorecidos. 


"Entre os novos voluntários, destacamos a presença de seis Escuteiras", que irão ser enquadradas no grupo de visitadores, que a partir do próximo sábado irão começar a visitar famílias que solicitaram a ajuda ao Nova Esperança.


Esta formação foi ministrada por um dos coordenadores do Grupo, a "Carina Luís", que de uma forma simples e acessível, explicou aos formandos presentes, sobre a forma amigável e humana que se deve ter durante as visitas às famílias que nos pedem ajuda.


Queremos desde já desejar a todos presentes, e em especial aos novos voluntários, que realizem um bom trabalho, que tenham muita sorte e que Deus sempre os acompanhe. 

HÁ MAIS MULHERES VOLUNTÁRIAS DO QUE HOMENS NAS INSTITUIÇÕES

Há mais mulheres voluntárias do que homens nas instituições de solidariedade social, a maioria chega às instituições através de familiares e amigos e é motivada pelo «bem-fazer», refere um estudo sobre o voluntariado em Portugal. 
O estudo, que faz a caracterização dos voluntários que colaboram em Instituições de Solidariedade Social, foi realizado em 2010 pela associação Entreajuda e a Universidade Católica, em parceria com os Bancos Alimentares.
Na Bolsa do Voluntariado da Entreajuda, instituição privada de solidariedade social, estão inscritos actualmente 22.000 voluntários e 1.300 instituições, um número que tem vindo a aumentar paulatinamente, disse à agência Lusa a coordenadora da área de voluntariado da instituição, Helena Presas.
Os voluntários chegam às instituições através de familiares e amigos (39,8 por cento) e das paróquias (29,7 por cento), refere o estudo, adiantando que 4,2% oferecem-se através da internet e 2,8% chegam por iniciativa própria. 
Metade dos voluntários é motivada pelo bem-fazer, um em cada três (33,7%) pela realização pessoal e 12,0% para ocupar o tempo. 
A maioria dos voluntários (78,4%) colabora com as instituições de uma forma regular: Uma em cada quatro (26%) afirma que os seus voluntários colaboram duas a três vezes por semana, uma em cada cinco tem voluntários a trabalhar todos os dias.
Apenas uma em cada quatro instituições tem voluntários a trabalhar na instituição ocasionalmente.
Relativamente à idade dos voluntários, o maior grupo (34%) tem idades entre os 56 e os 65 anos, 32,9% entre 26 e 55 anos, 21,6% mais de 65 anos e um em cada 10 (10,7%) tem entre 15 e os 25 anos.
De acordo com o estudo, 28,1% dos voluntários têm actividade profissional, 10,9% são estudantes e 7,3% estão desempregados.
Quanto às habilitações literárias, menos de metade (39,6%) das instituições têm voluntários que terminaram o liceu, 30,7% referem que os seus voluntários têm curso superior e 29,7% têm voluntários com o ensino básico.
Na Bolsa do Voluntariado estão inscritos maioritariamente jovens e jovens adultos do sexo feminino e que se concentram nos distritos de Lisboa (41,5%), Porto (17,4%) e Setúbal (9,8%).
Com base nos dados estatísticos retirados da Bolsa do Voluntariado, constata-se que as áreas de actuação mais privilegiadas são a solidariedade social (31,2%), a saúde (15,1%) e a educação (14,9%). 
O trabalho na comunidade, envolvendo crianças, bebés, jovens e mulheres grávidas ou mães solteiras representa mais de metade (64%) das preferências em termos de destinatários. Estes voluntários apresentam elevadas qualificações e uma diversidade de competências.
Quanto a áreas de especialidades, o maior grupo é o estudantil (14,5%), seguido de voluntários professores (6,6%), 4,8% administrativos (4,8%), psicólogos (4,3%), engenheiros (4,1%) e gestores (4%).


Fonte: TVI 24

CRISE: IGREJA ALERTA PARA SOBRE-ENDIVIDAMENTO

Fundo Social Solidário ajudou 3875 pessoas com 330 mil euros desde 2010



Lisboa, 31 out 2011 (Ecclesia) – O Fundo Social Solidário (FSS), criado em 2010 pela Conferência Episcopal Portuguesa, ajudou até ao momento 1290 famílias, tendo distribuído mais de 330 mil euros numa situação de crise agravada pelo sobre-endividamento e os “encargos com a habitação”.
Os dados são divulgados em comunicado, após a primeira assembleia do FSS, que reuniu este sábado, em Fátima, 38 representantes de 11 dioceses portuguesas.
A nota, enviada à Agência ECCLESIA, coloca em relevo “as dificuldades em que se encontram muitas famílias que apesar de disporem de salários, os têm, em parte, penhorados para satisfazerem o pagamento de dívidas, não podendo, por isso, aceder a qualquer tipo de apoio social estatal”.
“Deveria haver um maior cuidado e intervenção da entidade reguladora competente para evitar a publicidade enganosa e de verdadeiro assédio que tem contribuído para o empobrecimento material e moral de muita gente”, assinalam os representantes de organismos de ação social da Igreja.
No mesmo sentido, chama-se a atenção para “os encargos com a habitação, nomeadamente os volumosos endividamentos com rendas, mensalidades de empréstimos bancários, energia, água e gás”.
O apoio prestado chegou a 3875 pessoas, ajudadas também pelas respetivas dioceses num montante de aproximadamente 214 mil euros.
Segundo os responsáveis católicos, neste momento “prevalecem os problemas com habitação, seguindo-se os relacionados com saúde, educação, o endividamento”.
Apesar das ajudas oferecidas pela Igreja Católica, na ordem dos 545 mil euros, as equipas diocesanas referem situações “muito graves” que se têm revelado “insuperáveis”, como o “empobrecimento” que deriva do crescente desemprego.
“São os jovens os mais afetados, tendo muitos que regressar a casa dos pais por impossibilidade de manterem as suas [casas]”, refere o comunicado.
A taxa de desemprego em Portugal subiu ligeiramente em setembro, para 12,5%, segundo dados divulgados hoje pelo Eurostat, que estima em 10,2% o desemprego na zona euro.
A equipa do FSS fala ainda em “problemas psíquicos dos jovens e de outras pessoas atingidas pela crise” e “idosos isolados e maltratados que acabam por ser cúmplices por receio de denunciar os familiares”.
Outras questões destacadas foram a situação dos “estudantes imigrantes, provenientes de países de expressão portuguesa que estão sem meios de subsistência” e “as centenas de portugueses que trabalharam em Espanha”, que, julgando estarem a fazer os descontos legais, “ficaram sem direito ao subsídio de desemprego” porque tal não se veio a verificar.
O comunicado assinala a “preocupação de transparência na utilização dos donativos”, podendo qualquer pessoa aceder a informações relativas ao FSS, através do site da Caritas Portuguesa (www.caritas.pt).
Para os responsáveis pelo fundo, é “significativo que todos os donativos fossem, integralmente, destinados às pessoas em situação de carência”, sendo os custos administrativos suportados pelos organismos que estão a gerir o FSS.

OC

CAMPANHA BANCO ALIMENTAR - NOVEMBRO 2011



Nos dias 26 e 27 de Novembro de 2011, será realizada mais uma campanha de recolha de alimentos por todo o país. Campanha que será realizada pelo Banco Alimentar Contra a Fome. Os voluntários do "Nova Esperança - Grupo de Apoio Fraterno" irão estar nos supermercados: CONTINENTE de Alhos Vedros, MINIPREÇO PARKING e LIDL da Baixa da Banheira, dando mais uma vez o seu contributo na recolha de alimentos que irão minimizar a carência alimentar a uns milhares de pessoas.

Sejamos generosos, alimentemos esta ideia. 

ALMADA: NÚMERO DE SEM-ABRIGOS É CADA VEZ MAIOR

O número de pessoas sem-abrigo que pedem ajuda ao centro Porta Amiga da AMI em Almada aumentou cerca de 30 por cento em relação a 2010, número «significativo» e que «tende a agravar-se», conta a directora do cento, noticia a Lusa.

«Este aumento vai ao encontro da tendência registada em todos os centros da AMI espalhados pelo país», indica Maria da Luz Cachapa considerando um aumento «preocupante». 

Entre 2009 e 2010 o centro registou uma subida de 900 para 1268 pedidos de ajuda, mais de 150 feitos por pessoas com mais de 60 anos. Até Setembro de 2011 foram atendidas 1322 pessoas.

«O número de sem-abrigo é muito significativo. Embora seja semelhante ao do ano passado, pouco abaixo dos 140, tende a aumentar dadas as cada vez mais frequentes situações de desemprego de longa duração», afirmou a responsável pela Porta Amiga.

O desemprego e as carências alimentares estão no topo das preocupações de Maria da Luz Cachapa.

«O que acontece neste momento é que a chave para resolver os problemas da maioria das pessoas que nos procuram, o emprego, está cada vez mais difícil de encontrar», frisou.

«A classe média está fragilizada. Não estava habituada a poupar, tinha créditos. As pessoas chegam aqui endividadas, o que quer dizer que, a médio prazo, correm risco de desalojamento», explicou.

Outro problema é o da ajuda alimentar. O Programa Comunitário de Ajuda a Carenciados (PCAAC), que fornece ao centro a maior parte dos alimentos distribuídos às famílias, está em risco devido a uma minoria de sete Estados membros que entendem que o serviço deve ser competência de cada país.

Se a posição da Áustria, Dinamarca, Holanda, Suécia, Reino Unido, Alemanha e República Checa não se alterar, a partir de Janeiro o orçamento do PCAAC será reduzido em dois terços, de 500 milhões para 113 milhões de euros.

«Se houver um corte no PCAAC teremos muito menos géneros para distribuir e os agregados familiares vão ficar muito prejudicados», estimou Maria da Luz.

A AMI trabalha no Monte da Caparica, em Almada, desde 1996 e presta assistência básica (refeições, roupeiro, géneros alimentares e balneário) e técnica (apoio social, psicológico, médico, de enfermagem e jurídico) aos moradores dos bairros integrados no Plano Integrado de Almada.

Fonte: TVI 24

AJUDA ALIMENTAR EM PORTUGAL PERDE 36 MILHÕES DE EUROS

Programa Comunitário sofre "corte imoral" e só em Portugal deixa 400 mil pessoas em risco.


O Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados ficou sem 500 milhões de euros. Para toda a Europa, o "PCAAC tem apenas 113 milhões". Portugal passa de 40 para quatro. E, só no país, serão 400 mil pessoas com menos apoio para comer.
Na reunião do Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia, esta sexta-feira, seis entre os 27 estados-membros exerceram uma minoria de bloqueio, impedindo que o PCAAC usasse os 500 milhões de euros que até já estavam aprovados.
Alemanha, Reino Unido, Suécia, Dinamarca, Holanda e República Checa argumentam que esta ajuda não devia estar integrada na Política Agrária Comum, mas na da Acção Social, como aliás vai passar a ser a partir de 2014, por ordem do Tribunal de Justiça Europeu. Estes dois anos estariam ainda na PAC a título provisório, só mesmo para que não faltasse a ajuda aos mais carenciados. Em toda a Europa são 18 milhões de pessoas que beneficiam desta ajuda para comer e que em Portugal são 400 mil. Face a todos os argumentos, a minoria de bloqueio mostrou-se intransigente.

A MONTANHA PARIU UM RATO

Foram poucos os restaurantes a aderir à Campanha Nacional para o Direito à Alimentação e muitas autarquias preferiram não avançar com o projecto. Em Lisboa, a vereadora Helena Roseta garante que «a campanha pariu um rato».

O programa, lançado há cerca de um ano com o patrocínio do Presidente da República, propunha-se criar uma «Rede Nacional de Solidariedade» que oferecesse refeições a pessoas «em situação especialmente difícil».

Com o anúncio do aumento do IVA para a restauração, a Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) alertou esta semana que o projecto poderia ficar em risco.

No entanto, algumas autarquias envolvidas garantem que a campanha está parada por ausência de restaurantes dispostos a fornecer refeições.

«Foi uma manobra de propaganda. Os restaurantes fizeram o seu número e depois cortaram-se. Aqui em Lisboa, a campanha pariu um rato», criticou a vereadora da Acção Social na Câmara Municipal de Lisboa, Helena Roseta.

A autarquia identificou as freguesias com mais idosos isolados e seleccionou 74 famílias. «Só responderam positivamente três restaurantes, por isso insistimos para ver se aderiam mais, mas o resultado foi que passámos de três para zero», lamentou Helena Roseta.

Fonte: TVI 24

JANUARIO TORGAL FERREIRA - BISPO DAS FORÇAS ARMADAS / 14.10.2011

D. Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas, manifesta a sua indignação de homem e cidadão, perante as medidas fundamentalistas apresentadas por Passos Coelho, 1º Ministro ...RTP notícias / 14.10.2011



Grande homem...precisamos de mais assim.

DOU.PT



Com certeza já teve de deitar algo fora sentindo uma pontada de remorso por o objecto ainda reter alguma utilidade. Haveria decerto alguém a quem daria jeito… mas quem? O DOU.pt é uma plataforma nacional de doação de objetos reutilizáveis onde qualquer cidadão, empresa ou organização pode afixar publicamente a intenção de se desfazer de artigos indesejados, permitindo solucionar maçadas logísticas com gestos de cidadania.

Ao criar um canal entre quem se quer desfazer e quem quer receber, transforma-se o desperdício e acumulação de resíduos numa solução elegante de desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida.

Acessível na internet seja por computador, iPhone, Blackberry, Android ou iPad.

Esta plataforma nacional de doação de objectos reutilizáveis terá a sua apresentação oficial, no dia 03 de Novembro pelas 17:00 horas, na Gulbenkian.

«REI NÃO PODE COMER FAISÃO QUANDO O POVO COME BROA»

"O alerta é do Frei Fernando Ventura, teólogo atento ao mundo dos homens, que preveniu, em declarações à TSF, os dirigentes políticos e aconselhou os sindicatos a terem cuidado com os excessos".

Comentando, esta manhã, na TSF, as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro, o Frei Fernando Ventura considerou que «são duríssimas».
«Dou o benefício da dúvida ao primeiro-ministro, naturalmente, porque é uma situação real de desespero absoluto. Agora falta fazer o resto: ser capaz de apoiar um povo inteiro que não pode morrer. É importante que as tais gorduras do Estado de que Passos Coelho falava, não se transformem em colesterol. O rei tem que ter muito cuidado em não comer faisão, quando o povo come broa», alertou.
O teólogo, biblista e professor de Ciências Religiosas no ISCRA, em Aveiro, manifestou ainda o desejo de que «os nossos dirigentes fossem capazes, por exemplo, durante este período de emergência social, de ficar com mil euros por mês».
«Porque não está dito, não está provado, não está ainda claro para as pessoas, que estão a ser chamadas a pagar a factura, que as tais gorduras, os tais desperdícios e o disparate nacional despesista, que nos caracterizou nos últimos anos, esteja completamente debelado», justificou o Frei Fernando Ventura.
Na sua opinião, Passos Coelho não «deve atraiçoar a confiança do povo», por isso «é preciso que sejam todos a fazer sacrifícios, e o exemplo tem de vir de cima».
Apesar de todos estes alertas ao Governo, o Frei Fernando Ventura chamou também a atenção dos sindicatos.
«Quando entramos no olho por olho, acabamos todos cegos, o perigo é este. Há uma responsabilidade de formação da opinião pública, de criação de uma consciência reivindicativa, mas que tem também de ser solidária», frisou o teólogo, sublinhando que ainda não viu os sindicatos a fazê-lo.

Fonte: TSF

REUNIÃO MENSAL DO GRUPO NOVA ESPERANÇA

Convocamos todos os voluntários do "Nova Esperança - Grupo de Apoio Fraterno", para a reunião mensal, no dia 04 de Outubro pelas 21:00 horas, no local habitual, para tratarmos de assusntos de interesse de todo o Grupo.
A tua participação é importante, não faltes.

D. JANUÁRIO TEM «VERGONHA» DE PORTUGAL

Bispo das Forças Armadas pede a indignação da Igreja contra a acção do Estado perante aqueles que já foram «desapossados da sua dignidade»
D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas, confessou ter «vergonha» de Portugal. Disse-o no encontro da Pastoral Social e não teve problemas em repeti-lo aos microfones da TSF.
Explica que «tem vergonha porque numa casa onde os mais pequenos não se podem sentar à mesa e e comer do mesmo pão, que é o pão dos direitos e da dignidade, quem estiver a presidir à mesa deve sentir-se cúmplice».
Se nos dizemos Igreja, servidores do mundo, devemos sentir-nos cúmplices e não devo dormir descansado perante toda esta multidão de pessoas que já foram desapossadas da sua dignidade, do respeito por elas próprias e a quem as promessas vão no pior sentido.

Recados para o Governo e para a Igreja. «Já tive vergonha da Igreja e de mim» quando esta se «calou» e «ajoelhou» perante o poder de Salazar.
Fonte: TVI 24

NICK VUJICIC, UM EXEMPLO DE SUPERAÇÃO

Veja neste video, um exemplo de superação. Muitas vezes reclamamos das futilidades da nossa vida... aprendamos a melhorar a nossa auto-estima...

CÁRITAS QUER «PROTECÇÃO» PARA AS PESSOAS

O presidente da Cáritas Portuguesa admitiu hoje que esperava uma acção mais efectiva da parte do Governo, no combate às situações de carência no país. «Parece que tudo está voltado para responder às exigências da troika, em ordem ao pagamento da dívida externa. É importante cuidarmos desse compromisso, mas o Governo deve dar prioridade à proteção às pessoas, não carregá-las com mais austeridade», sublinhou Eugénio da Fonseca, em entrevista concedida à Agência ECCLESIA.
Aquele responsável realçou ainda que «até agora, se não fosse a sociedade civil, nas suas organizações, e a Igreja Católica porque tem sob a sua orientação o maior número de instituições em Portugal, a situação seria muito mais dramática». Críticas que surgiram no seguimento de uma análise ao primeiro ano de funcionamento do Fundo Social Solidário (FSS), criado pela Conferência Episcopal Portuguesa para «prestar ajudas de emergência a situações de maior gravidade».
A partir da acção conjunta da Caritas Portuguesa, da Comissão Nacional Justiça e Paz, da Sociedade São Vicente de Paulo e da Comissão Justiça e Paz dos Institutos Religiosos, foi possível canalizar cerca de 323 mil euros para a resolução de necessidades básicas de mais de 3 mil pessoas e 1300 famílias. No entanto, para Eugénio da Fonseca, estes esforços revelam-se uma gota no oceano, já que «só em 2010 registou-se uma subida de 30 a 40 por cento no número de novos pedidos de ajuda». «Temos a Segurança Social sem recursos para este tipo de apoios mais diretos e portanto, tudo tem sido mais difícil», realçou.
Há depois «casos que não têm muitas vezes a ver com falta de verbas, mas sim com burocracias incontornáveis, que complicam a solução dos problemas», acrescentou. Neste âmbito, uma das áreas mais difíceis de atender tem sido «o acolhimento a pessoas em situação de grande dependência, sobretudo na área da saúde mental». Segundo Eugénio da Fonseca, «a crise tem vindo a acarretar dificuldades a muitas pessoas no campo psíquico, que têm dificuldades em aceitar a situação em que ficaram e facilmente caem na depressão».
A Cáritas Portuguesa arrancou mesmo com um «programa de inter-ajuda pessoal», para que os mais atingidos possam fazer terapia de grupo, libertem tensões e busquem soluções para os seus problemas. No actual contexto, o presidente daquele organismo teme mesmo que a pressão da crise, a juntar a uma falta de políticas efectivas, venha a revelar-se uma ameaça para a «convivência colectiva» no país.
«Um dos saldos desta crise terá de ser uma mudança de vida, e no caso concreto de Portugal, que vive mais das ajudas externas do que aquilo que é capaz de produzir, ainda mais», concluiu.

Origem: Família Cristã

PRATICAR A CARIDADE


Praticar a caridade
Sem superioridade
É ter a capacidade
De conquistar a amizade

É não se sentir importante
Por esta prática exercer
É não ficar arrogante
Por ter o que oferecer

É fazer-se perdoar
Por poder estar a crescer
É o próximo confortar
Sem ninguém perceber

É o semelhante ajudar
Como se o ter e não ter
Fossem dois modos de estar
Que complementam o ser

É ter a oportunidade
De poder ajudar alguém
E sentir a igualdade
Que esse acto contém

É sentir-se recompensado
Pelo sentimento vivido
O de ter ajudado
Quem estava constrangido

Conceição Ferreira

SOLIDARIEDADE

PORTUGAL EM CRISE

"Temos muita tendência a desculpabilizar-nos enquanto cidadãos"
"eu, enquanto cidadão tenho muitos deveres, não é só direitos"
"nós andámos a comer à borla durante muito tempo"
"nós, portugueses, alunos bem comportados do patronato do norte da Europa"
"muito do dinheiro que veio foi mal usado"
"o tecido produtivo está na mão de patrões, não de empresários"
"foi um novo riquismos que levou ao aparecimento de um parque automóvel fantástico (...) houve uma espécie de bebedeira colectiva".

CONVERSAS COM VIDA

"Frei Fernando Ventura" fala sobre tudo. A sua vida, a crise, os políticos. Põe a nu o país que já comparou a uma "barraca com um submarino à porta". Vale a pena ver e ouvir esta entrevista.

"NOVA ESPERANÇA ENCERRA PARA FÉRIAS NO MÊS DE AGOSTO"


Informamos que a instalações do "Nova Esperança - Grupo de Apoio Fraterno" encerram de 01 a 26 de Agosto de 2011, para umas merecidas férias dos seus voluntários. A sua reabertura está prevista para o dia 29 de Agosto, no horário habitual.

"O Grupo Nova Esperança" deseja a todos, umas férias muito felizes na companhia de "Deus Nosso Senhor".

NOVA ESPERANÇA NA CAMPANHA DE RECOLHA DE ALIMENTOS DO BANCO ALIMENTAR - MAIO 2011

Nesta campanha de Maio de 2011, os valorosos voluntários do Nova Esperança Grupo de Apoio Fraterno, mais uma vez estiveram nas portas dos supermercados a recolher alimentos que irão ser distribuidos às muitas famílias carenciadas. Em relação a Maio de 2010, as doações nesta campanha subiram cerca de 14%, respondendo desta forma, o povo Portugês, à profunda crise que se intalou no país.

O BANCO ALIMENTAR DE SETÚBAL ANGARIOU 224 TON. DE PRODUTOS ALIMENTARES NA CAMPANHA DE RECOLHA DE 28 E 29 DE MAIO DE 2011.


Na zona de actuação do Banco Alimentar Contra a Fome de Setúbal foram angariadas 224 toneladas de produtos alimentares na última campanha de recolha.
Os bens alimentares serão distribuídos localmente, já a partir da próxima semana, a 23.756 pessoas com carências alimentares comprovadas, através de 143 Instituições de Solidariedade Social previamente seleccionadas para o efeito e supervisionadas pelo Banco.
A campanha mobilizou cerca de 2.500 voluntários, que recolheram as contribuições efectuadas nos 178 supermercados onde foi organizada a recolha.

MARCHA CONTRA A FOME ANGARIOU 43 MIL EUROS

Cerca de 3.500 pessoas participaram este domingo na Marcha contra a Fome em Lisboa, que angariou 43 mil euros para ajudar a erradicar a fome nos países mais pobres. Este ano, pela primeira vez, os portugueses também serão apoiados, escreve a Lusa.

Lisboa e Porto foram as cidades escolhidas para a sétima edição da marcha «Walk the World», uma iniciativa que se realiza em 58 países e foi criada para ajudar a atingir um dos objectivos da Campanha do Milénio da Organização das Nações Unidas: erradicar a fome e a pobreza extrema no mundo até 2015.

«A quase totalidade das receitas é canalizada para o Programa Alimentar das Nações Unidas. Mas, como a situação no nosso país está mais sensível, conseguimos que 25 por cento das receitas da marcha fossem destinadas a projectos locais», contou à Lusa Carlos Courelas, responsável pelo evento que começou esta manhã em Lisboa, junto à Torre de Belém.

O dinheiro conseguido será entregue à Cáritas Portuguesa, que trabalha no terreno com as famílias mais carenciadas. 

José Manuel Cordeiro, da direcção nacional da instituição religiosa, sublinhou a importância desta ajuda para uma organização que no ano passado viu «aumentar os pedidos de ajuda em 40 por cento».

«Existem situações muito graves de pobreza e a fome é um dos problemas que a Cáritas faz questão de combater», disse José Manuel Cordeiro, sublinhando que a organização tem projectos direccionados para as crianças, assim como uma preocupação especial com o fenómeno da «fome escondida». 

Foi precisamente o problema da fome «envergonhada» que levou Maria Emília Jorge, 64 anos, e Maria Gabriel, 61, a participar na marcha, que terminou por volta da hora do almoço na Pala das Docas.

«Se todos dermos um bocadinho de nós podemos aliviar este problema: hoje há muita fome encoberta», lamentou Maria Emília Jorge.

Mesmo ao lado, uma família e amigos sublinhavam a importância de «olhar pelas outras pessoas, mesmo as desconhecidas», até porque «ninguém sabe o dia de amanhã», resumiu Sónia Justo, 36 anos.

As estimativas do ano passado apontam para a existência de cerca de 500 mil portugueses com carências alimentares. A estes juntam-se ainda os inúmeros casos que são desconhecidos, de famílias que nos últimos tempos perderam tudo. 

Mas, olhando para além da fronteira nacional, a situação é ainda mais preocupante: «Não estamos a falar de realidades sequer semelhantes. Este dinheiro vai ajudar principalmente quem nada tem, ou seja, quem não tem sequer acesso a alimentos», sublinhou Carlos Courelas, referindo-se aos 75 por cento das receitas conseguidas com a iniciativa, que vão seguir para o Programa Alimentar das Nações Unidas.


TVI 24

CAMPANHA BA - MAIO 2011

No último fim de semana deste mês de Maio, dias 28 e 29, irá realizar-se mais uma campanha de recolha de alimentos junto dos hipermercados e supermercados, em favor do Banco Alimentar contra a Fome. O grupo "Nova Esperança" irá colaborar, como sempre, na recolha dos géneros alimenticios, junto dos supermercados Mini Preço e Lidl da Baixa da Banheira. Com esta crise que atravessamos, sejamos ainda mais generosos nas nossas dádivas, para que as famílias carenciadas possam matar a fome.
Desejamos a todos os voluntários envolvidos nesta campanha, boa sorte, que tudo corra pelo melhor e que Deus nos ajude.

CADA VEZ MAIS MULHERES SE PROSTITUEM PARA SUSTENTAR OS FILHOS

Cada vez mais mulheres recorrem à prostituição para conseguir sustentar os filhos. Desempregadas ou com trabalhos mal pagos, aceitam vender o corpo para manter a vida que tinham antes de o companheiro as abandonar.

As técnicas da Associação «O Ninho» aperceberam-se, a partir de 2009, que começavam a aparecer nas ruas de Lisboa novas mulheres, com histórias de vida semelhantes: mães sozinhas, inteiramente responsáveis pelo sustento do lar.

«São mulheres de todas as idades que se prostituem para pagar as contas», contou à Lusa Inês Fontinha, presidente daquela instituição, que trabalha com prostitutas há cerca de 40 anos.

Algumas estavam sem trabalho, outras tinham empregos precários e mal pagos, que deixaram de ser suficientes no momento em que o companheiro as abandonou e deixou de ajudar financeiramente a família. Com baixas habilitações literárias, a prostituição surgia como uma solução «temporária».

«Estas mulheres só o fazem para resolver um problema do momento, porque a ideia é abandonar aquela vida. Mas não é fácil porque muitas vezes não encontram alternativas. Nos últimos tempos, temos tido várias mulheres que recorrem a nós pedindo-nos ajuda porque não querem continuar», lembrou.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, em 2010 havia mais de 346 mil famílias em Portugal com apenas um progenitor e, segundo a socióloga Karin Wall, as famílias monoparentais «são as mais vulneráveis à situação de pobreza». 

A investigadora lembrou ainda o facto de «as mães com filhos, que representam mais de 300 mil famílias, serem mais vulneráveis que os pais sozinhos com filhos».

Parte dessa fragilidade advém do facto de as mulheres continuarem a ser discriminadas no trabalho: ganham menos que os homens, têm profissões mais desclassificadas e «em épocas de crise as situações de discriminação tendem a agravar-se», lamentou Manuela Goias, da União das Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), sublinhando que «a pobreza tem um rosto feminino».

«O desemprego cria situações muito graves e há cada vez mais mulheres que passam a recorrer à prostituição para ajudar a família. Vivem em grande sofrimento», acrescentou Maria Teresa Costa Macedo, presidente da Confederação Nacional das Famílias.

Quando os homens saem de casa, a situação complica-se, principalmente quando eles deixam de ajudar a família. E os casos de falta de assistência paterna têm vindo a aumentar, havendo cada vez mais mães a recorrer ao Fundo de Garantia, um apoio financeiro criado pelo Governo para substituir os pais que não pagam as pensões de alimentos.

«As mulheres estão desesperadas. Aqui há uns anos pediam ajuda à família, mas hoje nem a família pode ajudar», sublinhou Inês Fontinha, lembrando que estas mulheres vivem entre o medo de ter como cliente um vizinho do bairro ou de serem rejeitadas por um filho que descobre o que andam a fazer.


TVI 24